Manifestantes se reuniram na Praça 19 de Dezembro, no Centro de Curitiba, para protestar contra o aumento da tarifa do transporte coletivo. A Polícia Militar (PM) monitorou a manifestação e não fez a contagem do número de participantes. O protesto foi coordenado pelo movimento “CWB Resiste”.

O protesto contra o aumento da passagem de ônibus em Curitiba na noite desta segunda-feira (6) registrou atos de vandalismo. Mascarados estavam infiltrados entre os manifestantes. Houve pichações a ônibus e a prédios públicos e particulares, os vidros de agências bancárias foram quebrados e ocorreram também invasões de estações-tubos. A tarifa passou de passou de R$ 3,70 para R$ 4,25 hoje. Aproximadamente 700 manifestantes – de acordo com os organizadores – participaram do ato.

Ao longo do trajeto, alguns manifestantes picharam portas de lojas, bancos e prédios. Um deles foi o da Previdência Social, na esquina Rua XV de Novembro com a João Negrão. O grupo se dividiu e uma parte foi para o tubo da Estação Central. Eles permaneceram no local por alguns minutos e liberaram as catracas para o embarque. A mesma medida foi adotada nas estações-tubo da Praça Carlos Gomes. Em outra ação, os vidros de agências bancárias perto foram quebrados por mascarados, enquanto que outros manifestantes tentavam impedir o vandalismo .

Ação da PM

Na altura da Avenida de Setembro , a Polícia Militar passou a lançar bombas de efeito moral, gás e balas de borracha para tentar impedir o quebra-quebra. Várias equipes foram enviadas para o local, inclusive a Rone. Um homem foi preso. Os manifestantes fizeram barricadas de lixo para tentar fugir dos policiais. Grande parte do grupo que iniciou o ato já foi embora, mas os mascarados persistiram com o vandalismo. Algumas pessoas ainda seguiram com o ato até a Rui Barbosa. A situação, aparentemente, já estava se normalizando por volta das 21h30.

Bandeiras

Quando o ato começou na Praça 19 de Dezembro e ainda era pacífico, bandeiras de sindicatos e movimentos sociais, cartazes e falas contra o aumento da passagem também eram vistos e ouvidos no protesto. Aos gritos de “Fora, Greca” e de “transporte público não é mercadoria”, o grupo seguiu pelas ruas do Centro de cidade.

“O nosso objetivo hoje é exigir a retirada imediata desse aumento absurdo da tarifa. Há uma magia do transporte em que somente algumas famílias enriquecem e somos contra isso. Existem estudos que questionam a legitimidade desses contratos e, mais uma vez, o prefeito mostra de que lado está, usando a crise como desculpa para fazer uma aumento desses”, afirmou Evandro Castanheira – um dos organizadores do ato e membro do grupo CWB Resiste – no início do protesto.