Samuel Rosa no Rock in Rio

Cinquentões no pop rock brasileiro, os rapazes do Skank ainda conseguem fazer muita gente novinha cantar de olhinhos fechados e gritar: “Essa é a minha música”.

Foi assim na abertura do palco Mundo neste sábado (16), segundo dia de Rock in Rio. O grupo mineiro levou “good vibe” e agradou tanto o público fã de pop, que foi para ver Maroon 5 no fim da noite, quanto quem estava só a passeio, sem atração preferida.

Para isso, usou sua fórmula de quase todo show: hit atrás de hit. Apareceram “Uma partida de futebol”, “Jack tequila”, “Ainda gosto dela”, “É proibido fumar” e “Garota nacional”. Em “Vou deixar”, o pessoal foi ao auge da empolgação.

Todas essas músicas foram acompanhadas de mãos para cima, palminhas e um coro bonito de “uuu” em “Acima do Sol”.

A galera só não animou muito em canções mais novas, como “Do mesmo jeito”, do último disco, “Velocia” (2014), escolhida para abrir o show.

Samuel Rosa quase não correu riscos durante a apresentação. Pediu para os fãs levantarem camisas e usou seu carisma para elogiar muito o público, que respondia sempre com aplausos. “Vocês não sabem o que significa para o Skank tocar diante de tanta gente”.

O único momento que destoou do resto foi quando o vocalista fez um longo discurso político contra a corrupção, antes de “Indignação”.

“Nosso dinheiro está escorrendo pelo ralo. Acredito nos brasileiros, não nos políticos”, disse. “Quero dizer que a gente não se parece com vocês, políticos. Vocês são piores que ladrões. vocês matam gente”. Nesse momento, a plateia puxou gritos de “Fora, Temer”.

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