Presos do regime semiaberto da Penitenciária de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, estão ajudando professores e alunos a reconstruir escolas públicas. Cada dia trabalhado significa três a menos na prisão.

Uma das instituições de ensino é um colégio, que foi danificado pela chuva, em Fazenda Rio Grande, também na Região Metropolitana.

Atualmente, o programa “Mãos Amigas” – do governo estadual – conta com a participação de 32 presos. Em cinco anos, mais de 600 escolas foram beneficiadas.

André Paulo está a 15 dias de voltar definitivamente para casa. Ele contou que fazia quatro anos que não se sentia tão livre. Para ele, assim como aos demais detentos, esse trabalho tem um valor especial, pois é esperança no futuro.

Além de dias a menos da prisão, cada detento ganha R$ 702 por mês. Deste total, R$ 140 ficam em uma espécie de poupança para quando ganharem a liberdade. O restante só a família pode mexer.

Como os serviços custam a metade do valor de mercado, o estado acaba economizando com as reformas. De setembro de 2012 até hoje, foram economizados R$ 3 milhões, de acordo com o do projeto “Mãos Amigas”, Nabor Bettega Júnior.

COMPARTILHE