O Risorama é o maior evento de humor do país e comemora a 15ª edição no Festival de Teatro de Curitiba (Foto: Giuliano Roman/Divulgação)

Sim, eles fazem piada o tempo todo e se divertem uns com os outros. Estivemos nos bastidores do Risorama, maior evento de humor do país, que comemora a 15ª edição no Festival de Teatro de Curitiba, para entender como humoristas conhecidos se comportam antes e durante as apresentações.

Na noite em que passamos por lá, a programação foi comandada pelos mestres de cerimônias Ed Gama e Marcos Castro – com mais de 2,5 milhões de seguidores em seu canal “Castro Brothers”. Os dois participaram pela primeira vez do Risorama e estavam cheios de expectativa.

“Curitiba já tem a cultura da comédia e é um dos polos do gênero no Brasil”, contou Ed Gama, que trocou ideias e piadas com os outros comediantes da noite: Matheus Ceará, Fábio Rabin, Bruno Motta, Diogo Portugal e Patrick Maia.

No camarim do Risorama não há lugar exclusivo, nem exigências de bebida e comida. Eles realmente se comportam como se estivessem em uma festa. Durante as apresentações, os demais comediantes acompanham tudo no backstage por uma TV e, muitas vezes, gargalham mais alto que a plateia.

Nem todos se conhecem pessoalmente, mas muitos deles se encontram com frequência pelos shows que fazem Brasil a fora. O organizador Diogo Portugal conta que muitos projetos nasceram no Risorama.

“Foi aqui que eu apresentei o Fabio Porchat para o Antonio Tabet (Kibe Loco), ainda antes da formação do Porta dos Fundos”, conta Diogo, que faz a curadoria e os convites para cada um dos participantes.

“Minha intenção é dar espaço para novas revelações e para humoristas já bem conhecidos do público. O trabalho de curadoria é feito com muito cuidado para que haja, também, espaço para diferentes estilos de comédia”, afirma Diogo.

Além de novos projetos, os bastidores ajudam a formar novas piadas. É o que conta Patrick Maia, que se apresenta desde 2012 e diz que camarim de comediante é sempre legal.

“Passamos duas horas aqui, mas o show dura 15 minutos. Mesmo assim, o pré-show e o pós-show são ótimos. Muitas vezes colaboramos com novas piadas, a vibe é boa”, conta Maia.

Não a toa, o evento acabou se tornando um precursor do gênero no Brasil e ainda chama atenção pelo formato.

“O Risorama traz de volta esse encontro de vários comediantes juntos e ajuda a resgatar algo que hoje a gente já não tem mais. O trabalho do Diogo é muito importante e Curitiba foi uma das primeiras cidades a formar público de comédia, graças a ele”, conta Fábio Rabin.

No final de cada apresentação, é comum ver os outros comediantes da noite cumprimentando e parabenizando quem acaba de sair do palco. “Já dizia a Dani Calabresa, que o Risorama é a colônia de férias dos humoristas brasileiros”, finaliza Diogo Portugal.

O Risorama entra na sua 15ª edição com a promessa de, mais uma vez, atrair um grande número de pessoas. A programação deste ano acontece em seis dias de espetáculos (de 28 de março a 2 de abril) e reunirá 40 artistas.

Mesmo com ingressos esgotados nas primeiras sessões, há sessões extras em quase todas as noites do evento.

Os ingressos estão a venda no site do festival, no aplicativo “Festival de Curitiba 2018” e nos quiosques montados no Shopping Mueller e no Park Shopping Barigui.

  • Data: de 28/3 a 2/4
  • Horário: 18h30 (de segunda a sábado) e 17h30 (domingo)
  • Local: Park Cultural (anexo ao Park Shopping Barigui – Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Mossunguê)
  • Ingresso: R$ 70 (inteira) / R$ 35 (meia) + taxa administrativa
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