Palestinian leader Mahmoud Abbas holds a press conference. AFP PHOTO/KHALED DESOUKI (Photo credit should read KHALED DESOUKI/AFP/Getty Images)

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, convocou nesta segunda-feira (14) uma greve geral para amanhã (15), quando se lembra o 70º aniversário da Nakba (Catástrofe), para protestar contra a atuação de Israel em Gaza, onde hoje morreram 52 palestinos em protestos contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém.

A greve de amanhã, dia em que os palestinos lembram o 70º aniversário do exílio provocado pela criação do Estado de Israel, será realizada sob o cenário de satisfação israelense pela mudança da embaixada americana e luto pelos falecidos e os mais de 2 mil feridos pelas autoridades israelenses durante os protestos.

Wasel Abu Youssef, membro da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), declarou à Agência EFE que a greve de amanhã será organizada para opor-se “ao massacre contra o povo palestino em Gaza”, razão pela qual preveem mais protestos em território cisjordaniano, entre eles uma manifestação pela manhã que se dirigirá ao posto de controle militar israelense de Beit El.

Pela tarde, haverá uma passeata com velas para lembrar o 70º aniversário da Nakba, “na qual também se acenderão 52 velas que representarão os 52 palestinos que morreram hoje em Gaza”, explicou Youssef.

Encontro

Na tarde desta segunda-feira, as facções palestinas se reuniram com Mahmoud Abbas em Ramala para estabelecer novas medidas a serem tomadas, em um encontro do qual participam o Comitê Executivo da OLP, o Comitê Central do partido Al Fatah e vários membros das facções palestinas.

Hoje em Ramala se reuniram mais de três mil pessoas, que marcharam para o posto de controle militar israelense de Qalandia, onde ocorreram distúrbios e 35 pessoas foram atendidas por asfixia. Também houve manifestações menores em Hebron, Nablus e Belém.

Saeb Erekat, o secretário-geral da OLP, condenou hoje a transferência da principal delegação americana de Tel Aviv para Jerusalém e considerou este passo como “a primeira pedra de uma colônia ilegal na Palestina ocupada, que se chama Estados Unidos”.

“Enquanto dúzias da nossa gente estavam sendo assassinadas na Faixa de Gaza pelo exército israelense, fomos testemunhas da mudança da embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém”, disse Erekat, condenando as mais de 50 mortes de palestinos abatidos pelas forças armadas israelenses.

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