Na subestação de Furnas – responsável pela transmissão da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu -, cerca de 90 funcionários aderiram ao movimento (Foto: Sinefi/Divulgação)

Eletricitários da Eletrosul no Paraná e de Furnas Centrais Elétrica, em Foz do Iguaçu, no oeste do estado, iniciaram nesta segunda-feira (11) uma paralisação de 72 horas. Ambas são subsidiárias da Eletrobras.

De acordo com a categoria, a mobilização é nacional e contra a privatização da estatal.

Na subestação de Furnas – responsável pela transmissão da energia produzida pela hidrelétrica de Itaipu -, cerca de 90 funcionários aderiram ao movimento, de acordo com o diretor administrativo do Sindicato dos Eletricitários de Foz do Iguaçu (Sinefi), Paulo Zuchoski.

Apenas atividades administrativas e manutenções programadas foram interrompidas. As demais áreas operam normalmente, sem prejuízo ao abastecimento, garante.

Na divisão regional da Eletrosul, aproximadamente 85 funcionários reforçam a paralisação em Guarapuava, Ivaiporã e Campo Mourão.

“A Eletrobras está fazendo proposta para ver se encerra o movimento o quanto antes”, disse o gerente da Eletrosul do Paraná, Airton de Brito.

O governo federal pretende vender seis distribuidoras de energia elétrica da Eletrobras: Amazonas Distribuidora de Energia, Boa Vista Energia, Centrais Elétricas de Rondônia, Companhia de Eletricidade do Acre, Companhia Energética de Alagoas e Companhia de Energia do Piauí.

Um leilão chegou a ser agendado para maio, mas foi suspenso por Entretanto, o prazo foi adiado porque a proposta de edital não havia sido aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

O processo de privatização – que seria aberto com a venda das distribuidoras – também esbarra na necessidade de alterações na legislação. As mudanças aguardam análise da Câmara dos Deputados por meio de um projeto de lei ainda sem prazo previsto para votação.

Em assembleia, os acionistas da Eletrobras definiram que a empresa ficará à frente da operação das distribuidoras até 31 de julho deste ano.

De acordo com o governo e a estatal, a companhia ficará mais atrativa para investidores assim que se livrar das distribuidoras, que registram déficit frequentemente.

Advocacia-Geral da União (AGU) e a estatal recorreram ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região para derrubar decisão.

Conforme a decisão da juíza Raquel de Oliveira Maciel, as distribuidoras devem apresentar no prazo de 90 dias um estudo sobre os impactos da privatização nos contratos de trabalho.

A venda das distribuidoras havia sido autorizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no dia 30 de maio.

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