O Uruguai sentiu demais a ausência de Cavani, machucado, e não foi páreo para o bom time da França – Suárez mal recebeu a bola. Sem sustos (ao contrário do que foi a vitória por 4 a 3 sobre a Argentina), a seleção francesa venceu por 2 a 0, nesta sexta, em Nizhny Novgorod, classificando-se para as semifinais e eliminando a Celeste Olímpica. Varane (de cabeça) e Griezmann (num frangaço de Muslera) fizeram os gols da França, que pegará a Bélgica, na terça-feira, às 15h, pelas semifinais da Copa do Mundo. Detalhe: eles vão completos para o jogo, já que nenhum dos pendurados (Pavard, Pogba, Giroud e Tolisso) tomou cartão, e Matuidi cumpriu suspensão. No geral, a França soube controlar bem o jogo, tendo superioridade na posse da bola (chegou a 62%). Mas o clima esquentou em alguns momentos, com divididas mais fortes, principalmente em entradas de uruguaios (que chegaram às quartas como o time de maior Fair Play, com um único cartão amarelo, de Bentancur). A maior preocupação do técnico francês, Didier Deschamps, era não deixar nenhm de seus pendurados receber o segundo amarelo. Conseguiu.

primeiro tempo

Foi uma etapa inicial equilibrada, com leve predomínio francês depois de bom começo do Uruguai. A equipe europeia teve mais posse (58%), conseguiu lidar melhor com a bola (precisão de 77% em passes) e, consequentemente, teve mais finalizações (sete a seis). Mbappé, mesmo bem marcado, conseguiu boas arrancadas – mas também perdeu boa chance, livre na área, ao cabecear mal após bom passe de Giroud. O gol da França acabou saindo em bola aérea: falta cobrada por Griezmann e ótimo movimento de Varane até cabecear para o gol. Depois, o Uruguai só não empatou porque Lloris dez defesaça em cabeceio de Cáceres.

segundo tempo

“El maestro” Óscar Tabárez, insatisfeito com o rendimento do time, fez uma mexida dupla aos 13: tirou Stuani (muito mal como substituto de Cavani) e Bentancur (que já tinha amarelo) para colocar Máxi Gómez e Cebolla Rodríguez. Dois minutos depois, porém, Muslera engoliu um frangaço num chute despretensioso de Griezmann, comprometendo a reação uruguaia. A partir daí, a França apenas cozinhou o jogo, esperando o apito final, sem sustos. Deschamps ainda poupou jogadores no fim, como Tolisso, Mbappé e Griezmann.

 

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