Rebelião chega ao terceiro dia nesta terça-feira (3)

A rebelião na Casa de Custódia de Curitiba, que começou por volta das 18h de domingo (1º), chega ao terceiro dia nesta terça-feira (2). As negociações da polícia encerraram no fim da noite de segunda (2) e foram retomadas por volta das 8h desta terça-feira (3).

Quatro agentes carcerários são mantidos reféns, segundo Ricardo Carvalho, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen). Um deles teve um ferimento na testa, ainda conforme Ricardo.

Um quinto agente também chegou a ser rendido no início do tumulto, mas foi liberado ainda na noite de domingo com ferimentos leves.

O presídio tem 600 presos. Destes, 172 estão rebelados, segundo o capitão da PM Marcos Roberto de Oliveira. Eles exigem a transferência de alguns presos que estão lotados no interior para a Casa de Custódia. Os rebelados dizem que os presos estão sofrendo ameaças constantes por parte de facções rivais.

Oliveira disse que as negociações ocorrem de forma pacífica entre ambas as partes e que a luz e a água foram cortadas. “Umas das táticas de negociação é tirar o conforto dos presos”, explicou Oliveira. Ele acredita que a rebelião seja encerrada entre esta terça e quarta-feira (3).

Membros da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acompanham as negociações, que estão sob o comando do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O coronel da Polícia Militar (PM) Élio de Oliveira Manoel também participa das negociações.

“As negociações estão acontecendo, mas como os presos começaram a rebelião sem nenhuma liderança definida, estão perdidos. Eles, simplesmente, renderam os reféns e começaram o tumulto. Cada dia aparece um líder diferente”, disse o presidente do Sindarspen.

Segundo a polícia, a rebelião começou na galeria 1. A Polícia Militar (PM) disse que não há risco de fuga em massa.

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