As buscas por sobreviventes sob escombros da ponte que caiu em Gênova, na Itália, continuam nesta quarta-feira (15). Até o momento, 39 pessoas morreram na tragédia- entre elas, três crianças, de acordo com a prefeitura local. Há ainda 16 feridos, 12 deles em estado grave.

O tempo estável contribui com a operação de resgate, que mobiliza mais de 200 bombeiros.

Ainda não se sabe o que provocou o colapso parcial da ponte Morandi, que atravessa uma área densamente habitada de Gênova, no noroeste do país. Por ela, passa a rodovia A10, que liga cidades no Norte da Itália ao Sul da França. O Ministério Público de Gênova investiga o caso.

O estado de conservação da ponte e sua capacidade para suportar grandes aumentos de intensidade e tráfego ao longo dos anos foram tema de debate público no país.

A operadora da ponte, Autostrade per l’Italia, afirmou que não encontrou sinais de problemas na estrutura antes do desastre. A empresa, que tem a concessão do Estado para fazer a gestão e a manutenção desta estrada, declarou ter realizado vistorias regulares e sofisticados na ponte.

O ministro dos Transportes, Danilo Toninelli, afirmou que a concessionária deve contribuir com os custos da reconstrução da via.

O vice-ministro de Infraestrutura e Transportes, Edoardo Rixi, afirmou que a ponte será completamente destruída, o que terá grandes impactos no trânsito e na vida dos moradores locais, segundo o jornal “Corriere della Sera”.

O ministro do Interior italiano, Matteo Salvini, disse que o administrador privado da ponte lucrou “bilhões” com os pedágios, mas “não gastou o dinheiro que deveria” e sua concessão deveria ser revogada, aparentemente se referindo à Autostrade, de acordo com a Reuters.

A administração local declarou dois dias de luto em Gênova por causa da tragédia.

O desabamento ocorreu por volta das 11h15 de terça-feira (7h15 no horário de Brasília) durante uma forte chuva que atingia a região.

A maior parte da estrutura caiu no leito do córrego Polcevera, mas trechos enormes caíram sobre casas, nos galpões e nas ruas abaixo. Luigi D’Angelo, funcionário da Defesa Civil italiana, disse à Reuters que havia cerca de 30 carros e entre 5 a 10 caminhões no trecho da ponte que desabou.

O governo da Ligúria informou que 432 pessoas, de 11 prédios, foram obrigadas a ficar fora de casa após a queda da ponte.

A estrutura, que atravessa a cidade portuária de Gênova, tem cerca 100 metros de altura e 1.182 metros de comprimento. Ela foi construída nos anos 1960, e o governo tinha iniciado uma reforma na obra em 2016.

“Não é aceitável que uma ponte tão importante não tenha sido construída para evitar esse tipo de colapso”, disse o vice-ministro de Infraestrutura e Transportes, Edoardo Rixi.

O ministro do transporte de Itália, Danilo Toninelli, considerou o incidente “uma terrível tragédia”.

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