Das 772 câmeras instaladas em estações-tubo, ônibus, ruas e terminais do transporte público de Curitiba, 300 não estão funcionando, segundo a Urbanização de Curitiba (Urbs), que realiza o monitoramento na cidade. O número corresponde a mais de 38%.

De acordo com a Prefeitura, grande parte dos danos aos equipamentos são causados por vandalismo. Conforme o município, suspeitos quebram os equipamentos para impedir o registro de imagens e facilitar assaltos nas linhas do transporte público.

“São câmeras HDs, de alta definição e custam, em média, R$ 8,5 mil cada uma. Só a câmera”, afirmou o coordenador do Centro de Controle Operacional, Júlio Panício.

Dados do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), mostram que, de janeiro a julho de 2018, foram registrados 370 roubos em estações-tubo e 280 roubos em ônibus das linhas do transporte público de Curitiba.

No mesmo período de 2017, foram 599 assaltos nas estações-tubo e 543 em ônibus.

As estações-tubo com maior número de assaltos no primeiro semestre de 2018, segundo o Setransp, são:

  • Estação Hipólito da Costa (sentido Centro) – 27 assaltos;
  • Estação CIC Norte – 18 assaltos;
  • Estação Hipólito da Costa (sentido bairro) – 16 assaltos;
  • Estação Centro Médico Bairro Novo – 15 assaltos;
  • Estação Érico Veríssimo (sentido Terminal do Sítio Cercado) – 15 assaltos.

A Prefeitura de Curitiba informou que a Guarda Municipal faz patrulhamentos nas áreas próximas aos terminais e estações-tubo para inibir a ação dos assaltantes.

Na noite de quinta-feira (22), um cobrador e um passageiro foram baleados em uma tentativa de assalto na estação-tubo central de Curitiba.

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