President of the Superior Electoral Court Gilmar Mendes smiles during a session where Brazil’s electoral court will take up a 2014 case that could unseat President Michel Temer, in Brasilia, Brazil June 9, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar nesta sexta-feira (5) Pepe Richa, irmão do ex-governador do Paraná Beto Richa, e os outros presos na Operação Integração II, como foi batizada a 55ª fase da Operação Lava Jato.

  • Pepe Richa
  • Elias Abdo
  • Ivano Abdo
  • Evandro Couto Vianna
  • Cláudio José Machado Soares
  • José Julião Terbay Jr.
  • José Camilo Teixeira Carvalho
  • Ruy Sérgio Giublin

Gilmar levou em conta os mesmos argumentos que usou para soltar Beto Richa na Operação Rádio Patrulha, que apura crimes em licitações para a recuperação de estradas rurais no Paraná.

“[A decisão] descumpriu a ordem proferida, tendo decretado a prisão preventiva do reclamante [Pepe Richa] e demais investigados com base nos mesmos fatos e vícios anteriormente expungidos, inclusive a partir do compartilhamento de dados obtidos perante a 13ª Vara Criminal de Curitiba, que proferiu a decisão anteriormente cassada”, explicou o ministro.

Os presos – com exceção de José Camilo Teixiera Carvalho – estão no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, para onde foram transferidos nesta sexta-feira (5).

A 55ª fase investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato em um esquema relacionado à administração das rodovias federais no Paraná, no chamado Anel da Integração.

A ação foi deflagrada no final do mês de setembro e prendeu investigados no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as investigações apontaram que eram mantidos dois esquemas paralelos de pagamentos de propinas. Em um deles, de acordo com o MPF, foram identificados pagamentos mensais de propina em torno de R$ 240 mil, no ano de 2010.

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