Em 2017, o valor médio de gasto do consumidor curitibano foi de R$ 264 nas vendas de final de ano. Para 2018, a estimativa média é de R$ 339, sendo R$ 75 a mais, de acordo com a pesquisa do DataCenso encomendada pela Associação Comercial do Paraná (ACP).

Mesmo sendo um sinal positivo para a economia, o presidente da ACP, Glaucio Geara alerta para que a população primeiro procure quitar as dívidas, para só depois pensar em gastar.

“Cerca de 50% da população possui algum tipo de dívida inscrita no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), então aconselho consumir com cautela”, orienta.

Conforme a pesquisa, 65% dos curitibanos vão usar o 13º para quitação de dívidas. Outros 28% pretendem também garantir alguma reserva para auxiliar nas despesas do começo de 2019.

A dentista Roberta Mikos, de 26 anos, conta que o 13º chegou em boa hora. “A ideia inicial era guardar para fazer uma viagem, mas bati meu carro e preciso consertar.”

De outro lado, o psicólogo Carlos Eduardo de Souza, de 31 anos, pretende poupar.

“Eu vou comprar presente só para as pessoas mais próximas, e um amigo secreto. Não vou gastar mais do que R$ 700 em tudo. Pretendo guardar o 13º para despesas futuras”, comenta.

Glausio Geara ainda aconselha a população a não fazer suas compras em cima da hora. “Além do consumidor encontrar as lojas cheias, filas e produtos em falta, ainda pode se deparar com os preços mais altos”.

“Se a compra for pela internet, mais um motivo para fazer o quanto antes, para não correr o risco da encomenda chegar atrasada. Itens da ceia de Natal também tendem a ficar mais caros quanto mais perto da data”.

Antônio Pascoal, de 74 anos, tem uma loja de calçados no bairro Cajuru. Para ele, as vendas estão boas e tendem a aumentar nas próximas semanas.

“As pessoas que vem até minha loja estão gastando em média R$ 250. Enquanto em outras épocas do ano, a média de preço raramente passa de R$ 150″.