Foi enterrado no começo da tarde deste domingo (20) no Cemitério de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, o corpo do músico e compositor Marcelo Yuka. Parentes, amigos e fãs lotaram o local para prestar a última homenagem.

Pétalas de rosas foram lançadas sobre a sepultura tão logo o caixão foi depositado. Assim como ocorreu durante o velório do cantor, músicas d’O Rappa foram cantadas em coro durante a última despedida. A derradeira foi “Minha Alma”, um dos maiores sucessos da banda.

O pai de Marcelo Yuka, Djalma Santana, afirmou que o compositor era um filho maravilhoso e se importava com as causas sociais do país. Segundo ele, o filho tinha a preocupação de produzir obras que fossem duráveis e lembradas pela população.

“Marcelo era um filho maravilhoso, era um cara estudioso em tudo que ele fazia. Ele fazia as músicas pensando sempre em fazer algo que fosse durável e não descartável. Uma coisa que não fosse muito fácil para ganhar dinheiro, ele não teve aquele dinheiro que os grandes artistas tem, mas fez uma coisa que o povo tem uma tendência a lembrar mais. Ele ajudou a modificar comportamentos de muita gente, ajudou abrir a favela. Uma parte dele era preocupado com o social, o país e jovens. E a outra parte musical”, disse Djalma.

Yuka morreu na noite de sexta-feira (18), em decorrência de complicações provocadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Seu corpo foi velado durante todo o sábado na Sala Cecília Meireles, na Lapa, Centro do Rio.

Foi no bairro de Campo Grande que nasceu Marcelo Yuka. Foi também lá onde ele aprendeu a tocar bateria, instrumento que iria comandar na banda O Rappa, da qual foi um dos fundadores.