A exportação de carnes congeladas pelo Porto de Paranaguá registrou um aumento de 14% no ano de 2015. Ao todo, foram movimentadas 1,91 milhão de toneladas ao longo dos doze meses do ano, enquanto em 2014 tinham sido exportadas 1,67 milhão de toneladas dos produtos. Paranaguá, 12/02/2016. Foto: Divulgação APPA

Depois de ficar praticamente estável em outubro, a economia brasileira voltou a crescer em novembro, segundo apontam números divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (17).

De acordo com a instituição, o chamado Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) registrou uma alta de 0,29% em novembro, na comparação com outubro do ano passado. O número foi calculado com “ajuste sazonal”, que é uma compensação para comparar períodos diferentes de um ano.

O IBC-Br, do Banco Central, é usado como uma forma de antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na parcial deste ano, informou o BC, foi registrada uma expansão de 1,38% no indicador do nível de atividade da economia brasileira (sem ajuste sazonal).

Já no acumulado em 12 meses até novembro de 2018, houve uma expansão de 1,44% (também sem ajuste), segundo dados da instituição.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

O cálculo do IBC-Br, porém, é um pouco diferente do usado no PIB. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do IBC-Br nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais divulgados pelo IBGE.

O próprio BC já informou que “há que se ter cuidado nas comparações trimestrais do IBC-Br e o PIB”. Segundo a instituição, características conceituais e metodológicas do IBC-Br (entre as quais o processo de dessazonalização) podem ocasionar diferenças temporárias entre a sua evolução e a do PIB, “ensejando cautela em comparações nos horizontes mais curtos”.