Juan Guaidó, eleito presidente da Assembleia Nacional, autodeclarou-se presidente interino durante uma grande manifestação da oposição em Caracas, em 23 de janeiro, e ganhou o reconhecimento de várias nações, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Brasil e outras nações latino-americanas.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, declarou que apoia que Guaidó convoque as eleições “no menor tempo possível”.

Pouco depois, foi a vez do ministro de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, manifestar-se no Twitter. “Maduro não convocou eleições presidenciais nos oito dias que determinamos, então o Reino Unido, junto com seus aliados europeus, agora reconhece Juan Guaidó como presidente interino até que eleições confiáveis possam ser realizadas”, afirmou.

O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o povo venezuelano tem o direito de se expressar “livre e democraticamente”. “França reconhece @jguaido como ‘presidente encarregado’ de implementar um processo eleitoral”, declarou no Twitter.

Seis países europeus (Alemanha, Espanha, França, Holanda, Portugal, Reino Unido) tinham dado até até domingo (3) para Maduro convocar uma nova eleição presidencial.

Faltando pouco para o término do prazo dado pelos países europeus, Maduro descartou essa possibilidade e insistiu na sua proposta de organizar apenas eleições antecipadas para o Parlamento, que desde 2016 é controlado pela oposição.

Em agosto de 2017, em uma estratégia para driblar a oposição do Parlamento, Maduro instaurou, Assembleia Constituinte (formada apenas por chavistas) para assumir os poderes legislativos.

Em 2019, o Parlamento elegeu Juan Guaidó como seu presidente e declarou Maduro “usurpador”, mas teve seus atos anulados pelo Tribunal Supremo de Justiça, que apoia o governo.

Em entrevista exclusiva ao Fantástico, Guaidó afirmou que está pesquisando sobre o Plano Real, lançado no governo Itamar Franco. “Estivemos procurando informações sobre o Plano Real, que conteve a inflação, para tomá-lo como modelo para resolver o que acontece na Venezuela”, declarou.