Cidades brasileiras registraram nesta quinta-feira (30) protestos em defesa da educação. Até por volta de 19h30, atos foram registrados em ao menos 116 cidades de 22 estados e do Distrito Federal.

Este é o segundo dia de protestos pelo país contra os cortes anunciados pelo governo federal para o setor. Os atos seguiram pacíficos por toda a manhã, mas houve confusão no início da tarde em Brasília. Durante um princípio de tumulto entre policiais militares e manifestantes, a polícia usou spray de pimenta contra um grupo e um homem foi detido.

Os primeiros atos pela educação no governo de Jair Bolsonaro ocorreram em 15 de maio. Nesta quinta-feira, parte dos manifestantes também protestava contra a reforma da Previdência.

No último domingo (26), em uma onda de protestos que ganhou força após os primeiros atos pela educação, manifestantes foram às ruas em defesa de Jair Bolsonaro.

Entenda os cortes na educação

Na capital paulista, a concentração dos manifestantes começou no Largo da Batata, em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. O grupo seguiu em passeata pela Avenida Rebouças em direção à Avenida Paulista.

Em Campinas, representantes de estudantes secundaristas e universitários, além de professores e movimentos sindicais se reuniram no Largo do Rosário.

No interior de São Paulo, o protesto em Ribeirão Preto ocorreu em frente ao campus da USP. Em Santos, petroleiros fizeram ato em apoio aos estudantes e em defesa das refinarias, contra a privatização e a Reforma da Previdência. À noite, estudantes santistas se reuniram na Estação da Cidadania realizaram passeada pela avenida Ana Costa até a praça Independência.

Em Araraquara, o protesto foi na portaria do campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Em São Carlos, estudantes, professores e servidores da UFSCar, da USP e do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) saíram em passeata direção ao Centro.

Em Sorocaba, os manifestantes caminharam até a Praça Frei Baraúna. Em Itatiba, alunos se reuniram na Praça da Bandeira durante a tarde. Em São José dos Campos, o grupo se concentrou na praça Afonso Pena e seguiu em passeata pelas ruas do Centro. Em Jacareí, os alunos do Instituto Federal e outros manifestantes se reuniram mais cedo na praça Conde Frontim, no Centro.

Em Tupã, estudantes e moradores participaram de uma mobilização na frente do campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP). Pais e professores também se juntaram ao ato, numa aula aberta que começou por volta de 7h30.

Em Itaquaquecetuba, estudantes, professores e líderes de movimentos fizeram aula pública na Praça Padre João Álvares.

Em Birigui, manifestantes se reuniram na Praça James Mellor, em frente à prefeitura. Em Jundiaí, a manifestação foi na Praça da Matriz. Em Presidente Prudente, manifestantes realizaram, no Centro, uma mesa-redonda sobre o funcionamento das atividades acadêmicas.

Em Franca, a mobilização reuniu estudantes da Unesp na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro, onde eles distribuíram panfletos.

Em Suzano, alunos e professores do Instituto Federal de Suzano protestaram na Praça João Pessoa. Em Pindamonhangaba, o ato reuniu estudantes, professores, militantes políticos e sindicalistas na praça Monsenhor Marcondes.

Em Ourinhos, os manifestantes se concentraram na Praça Mello Peixoto e realizaram uma caminhada. Já em Bauru, além de alunos e professores, integrantes de movimentos sociais também participam do ato em frente à Câmara de Vereadores. Em Marília, o ato ocorreu no Espaço Cultural, no centro da cidade, enquanto que, em Assis, o ato ocorreu na Praça da Catedral.

Em Piracicaba, os manifestantes se reuniram na praça do Terminal Central Integração (TCI), no Centro. Em Ilha Solteira, estudantes da rede estadual e do Instituto Federal realizaram caminhada.

Em Botucatu, o ato ocorreu na Praça Rubião Júnior, em frente ao Largo da Catedral. Em Araçatuba, alunos, professores e estudantes protestaram na Praça Rui Barbosa.

Em Avaré, alunos do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) fizeram um “coração humano” durante o protesto. Em Itapeva, estudantes da Unesp se reuniram no campus e, com faixas e cartazes, eles seguiram em passeata até a Praça Anchieta, no Centro.

Em Brasília, os manifestantes começaram a se reunir por volta das 10h na praça do Museu Nacional da República. Além da pauta da educação, eles protestaram contra a reforma da Previdência e contra medidas do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

A Esplanada dos Ministérios chegou a ficar bloqueada por volta de 12h15, enquanto os manifestantes caminhavam no sentido Praça dos Três Poderes. Durante o trajeto, houve um princípio de tumulto entre policiais militares e manifestantes. A corporação usou spray de pimenta contra o grupo, e um homem foi detido.