Dois homens suspeitos de integrar a máfia italiana foram presos pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (8), em Praia Grande, no litoral paulista.

De acordo com a Polícia Federal, os presos são dois cidadãos italianos que integram um braço na América do Sul do grupo conhecido como Ndrangheta. Apurou que um dos presos é Nicola Assisi.

A operação, comandada pela PF do Paraná, foi batizada de Barão Invisível.

Segundo a polícia, o grupo mafioso é da região da Calábria, no sul da Itália, e controla cerca de 40% dos envios globais de cocaína.

“A principal função desses presos de hoje era justamente fazer o elo da produção da cocaína em países como o Peru e a passagem pelo Brasil, inclusive por portos”, afirmou o superintendente da Polícia Federal no Paraná, Luciano Flores.

Segundo Flores, a polícia vai investigar se há alguma ligação entre o aumento das apreensões de drogas nos portos brasileiros e a atuação dos dois suspeitos presos.

De acordo com a PF, os dois foram presos na cobertura do prédio onde moram.

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Representação da Polícia Federal junto à Interpol, em cooperação com a Polícia Italiana.

O G1 tenta contato com a defesa de Nicola Assisi.

De acordo com a Polícia Federal, Assisi é condenado por tráfico e associação para tráfico de drogas na Itália.

O outro preso é Patrick Assisi, filho de Nicola. Ele ocupava três apartamentos na cobertura de um prédio de alto padrão no litoral paulista.

No apartamento, foram encontrados três armas e dinheiro em espécie. A polícia encontrou também veículos em posse dos presos.

Os dois estavam foragidos desde de 2014. Segundo a polícia, eles passaram por Portugal e Argentina usando nomes falsos.

Por motivos de segurança, a Polícia Federal não passou informações sobre a ação que prendeu os dois e nem onde eles ficarão presos até que o processo de extradição seja concluído.

Segundo a PF, Patrick e Nicola Assisi passarão por uma audiência de custódia na tarde desta segunda-feira.

O apartamento onde os dois foram presos tinha um esquema de segurança sofisticado, com câmeras na área externa que eram usadas para identificar todas as pessoas que entravam no prédio.

Uma das câmeras, segundo a PF, custava cerca de R$ 100 mil e filmava em 360 graus.

Os apartamentos tinham paredes falsas, usadas para esconder drogas, dinheiro e armas, além de servir de esconderijo para os suspeitos.

De acordo com a PF, também foram apreendidos documentos falsos que eram usados pelos dois para se esconder em vários países, como um passaporte argentino e um título de eleitor brasileiro.