Os abrigos da Prefeitura atenderam 519 pessoas em situação de rua na noite de quarta-feira (14/8) e madrugada desta quinta-feira (15/8). Foi o maior número de acolhimento registrado desde o início da Ação Inverno – Curitiba que Acolhe, em 20 de maio, quando a Fundação de Ação Social (FAS) passou a intensificar o trabalho de resgate nas ruas. 

Com previsão de mais uma noite gelada, a medida será adotada novamente nesta quinta-feira (15/8) e madrugada de sexta-feira (16/8).

O recorde de acolhimento até então tinha sido no dia 5 de agosto quando Curitiba registrou a temperatura mínima de 6.1 graus e 498 pessoas dormiram nos abrigos do município. O número de pessoas atendidas nesse dia foi maior até que em 5 de julho (496), quando foram registradas as menores temperaturas deste inverno na cidade, -1 grau, com sensação térmica de -4 graus. 

Em noites mais quentes, o número de atendimentos é de 350 pessoas por noite.

O aumento de pessoas acolhidas nos abrigos é fruto do trabalho desenvolvido pela FAS para proteger as pessoas que vivem em situação de rua do frio intenso. Sempre que a temperatura é igual ou menor a 9 graus, os serviços de busca e de acolhimento são fortalecidos, principalmente no período das 18 às 22 horas.

Procura espontânea

A maioria das pessoas atendidas durante a noite de quarta e madruga desta quinta (404) procurou espontaneamente os abrigos, onde podem dormir em camas aquecidos com cobertores, tomar banho quente, receber roupas limpas e se alimentar, à noite e pela manhã.

As outras 115 pessoas atendidas foram encontradas pelas equipes da FAS, que percorrem toda a cidade para oferecer acolhimento, e aceitaram ser levadas para as unidades. 

Das 18h às 6h, os educadores sociais fizeram 185 abordagens nas ruas, sendo que 145 delas foram solicitadas por meio da Central 156 ou pelo aplicativo Curitiba 156. Em 39 pedidos, as equipes se deslocaram até o endereço indicado, mas não encontraram ninguém.

Apesar do frio, 66 pessoas se recusaram a seguir com as equipes para as unidades de acolhimento e preferiram ficar nas ruas.

Durante as abordagens, os educadores sociais convenceram quatro pessoas a voltar para suas famílias. Apesar do frio, ninguém precisou de atendimento médico.

Outras cinco pessoas foram acolhidas nos abrigos onde existem canis, por estarem com cães de estimação, três delas foram encaminhadas pelas equipes da FAS e duas buscaram o serviço espontaneamente.