Os argentinos vão às urnas neste domingo (11) para votar em primárias que irão definir oficialmente quem serão os candidatos de cada partido nas eleições nacionais de outubro.

Essas primárias são obrigatórias por lei, mas na verdade todas as chapas já foram definidas -–são dez coligações que disputam a presidência, e em nenhuma delas haverá concorrência entre mais de um pré-candidato.

Os argentinos só podem votar em uma chapa – o eleitor escolhe uma cédula de um partido pelo qual vai votar nas primárias. Por isso, na prática, as prévias servem como uma grande pesquisa eleitoral sobre o primeiro turno da votação, que acontece no dia 27 de outubro.

Elas podem funcionar também como um filtro –para poder participar da eleição, uma frente política precisa ter pelo menos 1,5% dos votos, ou estará fora do primeiro turno.

As duplas de pré-candidatos a presidente e vice-presidente são as seguintes:

  • Alberto Fernández e Cristina Kirchner
  • Mauricio Macri e Miguel Ángel Pichetto
  • Roberto Lavagna e Juan Manuel Urtubey
  • José Luis Espert e Luis Rosales
  • Nicolas del Caño e Romina del Pla
  • Raúl Humberto Albarracín e Sergio Dario Pastore
  • José Antonio Pocho Romero Feris e Guillermo Sueldo
  • Manuela Castañero e Eduardo Mulhall
  • Alejandro Carlso Biondini e Enrique Carlos Venturino
  • Gómez Centurión e Cynthia Liliana Hotton

Pelas pesquisas até agora, os dois líderes são o presidente Macri e Alberto Fernández –o candidato escolhido por Cristina Kirchner.

Fernández dá à chapa um perfil mais moderado, mas uma das discussões durante o período eleitoral tem sido a respeito de quem realmente terá o poder em uma eventual vitória dele.

Uma pesquisa da Management & Fit aponta que Fernández teria 39,9% dos votos, e Macri, 38,2%. Em terceiro, está Roberto Lavagna, com 6,9%.

“A eleição está mais polarizada, e pode ser que as primárias sejam um primeiro turno”, diz Mariel Fornoni, diretora da da Management & Fit.

Pelas normas da eleição argentina, há chance de o pleito ser definido já no primeiro turno — embora os números da pesquisa atualmente não apontarem nessa direção. Se a chapa mais votada tiver 40% dos votos úteis e 10 pontos percentuais a mais que a segunda colocada, estará eleita. Ou, então, se obtiver simplesmente 45% mais um voto.

“Os adeptos da chapa do governo estão menos mobilizados do que a oposição desde abril. Membros da frente política de Macri têm até dito que as primárias não são um grande indicador de como será o primeiro turno”, afirma Fornoni.

Os argentinos consideram que os maiores problemas do país são econômicos (eles se queixam da inflação, do desemprego, da pobreza, e de uma alta de preços tarifados, como gás e energia).

Macri chamou para ser seu vice Miguel Àngel Pichetto, que é visto como alguém que dará governabilidade – até recentemente, ele era um peronista, grupo político ao qual Cristina Kirchner também pertence.

Neste domingo (11) também acontecem as prévias da cidade de Buenos Aires e no estado de mesmo nome.

No estado, o candidato de Cristina Kirchner é o ex-ministro da Economia Axel Kicillof. A atual governadora, tenta a reeleição.

Na capital do país, o prefeito Horacio Larreta é o favorito, e vai concorrer com Matías Lammens.