O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse nesta sexta-feira (9) que, se a sua indicação para a embaixada do Brasil em Washington for aprovada pelo Senado, ele será “o embaixador provavelmente mais cobrado do mundo”.

O parlamentar ponderou que a confirmação do seu nome ainda dependerá do aval dos senadores e que acredita que “tem tudo para dar certo”. Afirmou que, “independentemente da resposta que vier, sendo positiva ou negativa”, irá aceitá-la.

“Caso positiva, irei pra os Estados Unidos sabendo da responsabilidade, sabendo que serei o embaixador provavelmente mais cobrado do mundo devido a todos os fatos notórios que estão ocorrendo antes da minha ida à embaixada. Senão, seguirei com meu trabalho no Congresso Nacional”, declarou.

Ele deu a declaração à imprensa ao chegar para uma reunião com o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que pode vir a ser o relator da sua indicação na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Questionado se já estava sentindo o peso do cargo, Eduardo disse que a “ficha só deve cair” após a eventual aprovação do seu voto.

“Certamente é uma responsabilidade muito grande, mas ainda falta a sabatina no Senado. Se eu for merecedor do voto dos senadores, se meu nome vier a ser aprovado pelos senadores, sim, aí o peso da responsabilidade certamente vai [fazer] cair a ficha”, afirmou.

O encontro ocorreu um dia após o governo dos Estados Unidos formalizar o aval à indicação do nome dele para a embaixada. A resposta oficial dos EUA ao pedido de “agrément” enviado pelo governo brasileiro foi recebida pelo Ministério das Relações Exteriores na noite de quinta-feira (8) . “Agrément” é uma consulta que se faz ao país onde o embaixador será nomeado.

Eduardo Bolsonaro pretende ainda conversar com cada um dos integrantes da comissão como parte da sua estratégia para garantir os votos necessários para a sua aprovação.

“Na verdade, [a estratégia] é se apresentar aos senadores, abrir um canal de comunicação, dialogar, como estou fazendo aqui [no gabinete do senador Chico Rodrigues]. Dessa maneira, a gente consegue quebrar o gelo com aqueles me conhecem pouco”, disse.

Na manhã desta sexta, ele se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Segundo o deputado, a agenda com o chanceler já estava marcada antes da resposta do governo americano.

“Eu sei que muita gente não vai acreditar, mas foi uma coincidência. Boa coincidência, né? Conversei com o chanceler. O Itamaraty mantém sua posição diplomática. Está, de certa forma, apoiando meu nome”, afirmou.