Um prédio desabou em Fortaleza na manhã desta terça-feira (15), por volta de 10h30. O acidente aconteceu no cruzamento da rua Tibúrcio Cavalcante com a Nogueira Acioly, no bairro Dionísio Torres.

Segundo o Corpo de Bombeiros, é confirmada uma morte e três pessoas feridas. De 10 a 15 moradores ficaram sob os escombros após o desabamento. A última pessoa retirada dos escombros é uma senhora de 60 anos. Ela saiu com vida. O socorro mantém conversa com algumas vítimas.

Uma ex-moradora do prédio afirmou que ele foi construído há mais de 40 anos e passava por reformas. Com sete andares e dois apartamentos por andar, o edifício apresentava infiltrações nas áreas interna e externa do prédio.

“Só escutei um barulho muito grande. Foi tipo uma explosão. Eu saí correndo quando vi a nuvem de poeira chegando até aqui, na loja. Saí na calçada e não vi quase nada, só algumas pessoas correndo em meio à nuvem de poeira”, afirmou a comerciante ao retornar para fechar a loja que havia abandonado e deixado aberta. “Os bombeiros estão interditando a rua, pedindo para os vizinhos saírem de casa e atendendo a algumas pessoas”, acrescentou Andrea.

Recepcionista de uma pet shop que funciona na mesma calçada do Edifício Andréa, Sávio Matheus Ferreira de Castro Pinto afirmou que a queda do prédio foi precedida por um barulho que aumentou gradativa e rapidamente, até culminar com um som semelhante ao de uma explosão. “Achamos que se tratava de uma batida de carro. Só que o barulho foi aumentando e aí veio a nuvem de poeira. Fechamos as portas e ficamos dentro da loja porque demoramos a entender o que tinha acontecido. Não dava para ver nada, só alguns destroços espalhados pela rua. Quando saímos na calçada já tinha muita gente chorando. Um desespero”, relatou o recepcionista. De acordo com ele, “muita gente” morava no condomínio. “O próprio dono da pet shop conhecia um morador”, acrescentou o recepcionista, relatando que o edifício “parecia muito velho, a ponto de parecer estar abandonado”.

O prédio tinha sete andares, incluindo a cobertura. O bairro é de classe média alta da região. Segundo populares, várias famílias moravam no prédio, inclusive crianças.

O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão no local. Alguns médicos fazem atendimentos presenciais, enquanto outras ambulâncias já transportaram feridos para unidades de saúde próximas. Uma pessoa foi vista dentro de uma ambulância com braço e perna enfaixados.

A princípio, a queda não atingiu outros imóveis, apesar de funcionar um centro comercial bem próximo ao prédio desabado.

O Corpo de Bombeiros pediu para todos os moradores da região deixarem as residências, pois há risco de explosões devido a possíveis vazamentos de gás e risco de choque elétrico devido aos fios de energia espalhados pela rua.